quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Hoje um amigo escreveu o seguinte para mim:
“tema legal pra nossa blogosfera: Ser excluido , hoje, é realmente nadar contra a maré?”
Eu mais que depressa, já gostei da idéia e cá estou para.

Definições básicas:
- Excluir: 1. Pôr fora; pôr de parte; não contar; não incluir. = EXPULSAR, OMITIR. Logo, o termo ‘excluído’ possui o mesmo princípio.
- Contra: 1. Denota as seguintes relações: oposição; inimizade; contradição; !direção; proximidade; encosto. adv. 2. Em sentido ou de modo contrário (ex.: nós votámos contra). = CONTRARIAMENTE s. m. 3. Contrariedade, oposição; objecção!objeção; obstáculo; inconveniente. (Mais usado no plural.) o pró e o contra: o que há em favor e em contra.

Ser contra, diferente, até ser taxado de esquisito, faz parte da vida. Faz? Mas peraê, para ser ‘excluido’ é necessário que alguém o faça, e neste caso, a maioria, certo?! Quando alguém é ‘convidado’ a não fazer parte do todo, seja por um ato, seja pelo seu jeito e modo de pensar (o que mais acontece), este ser inferiorizado na sua pequena insignificância, constrói seu mundo e ali vive, mais que ser excluído do todo, o mesmo se exclui do todo. E a partir daí busca viver ele mesmo seus princípios e ideais, busca ser o pontinho preto numa maré branca de pontinhos. Também há o outro lado do fato, que é a simples idéia de ‘eu sou o que sou e assim serei, custe o que custar’ e daí por diante, segue suas filosofias, escuta suas musicas, busca seus líderes, curte a sua vida.

Agora questiono: num mundo onde a taxa de crescimento populacional aumenta mais e mais, será que as pessoas ainda buscam ser o ‘excluído’, o ‘diferente’ apenas para chamar atenção ou buscar idéias ou difundir idéias, mostrar-se que pode apenas por mostrar-se e assim viver? [E entre outros muitos motivos].

Sem nexo ainda? O foco: ainda buscamos ir contra todos e tudo apenas por nos mesmo ou é a hora de ser assim pois todos somos realmente assim?

A geração muda, os idéais mudam. Mas não mudam simplesmente por mudar, aprende-se com os erros do passado [pelo menos é o esperado], inventam novas coisas, novos conceitos, novos tudo, está ali, “adquira já o seu”.

Anos 60, 70, 80, 90 .... antes destes e agora também, cada fato que surgia mudava pensamentos, gerava contradições de muitos, e nem sempre eram somente os ‘prós’ e ‘contras’, agora há os ‘poréns’: “Aceito isto, mas só se...”, “Não concordo, mas...” . Para tudo dito, escrito, acontecido, há uma opinião e quanto mais gente, mais opinião. E é claro, sem dizer os neutros [e os ‘Benjamins’, e acho que me enquadro neste]

Mas algo me intriga, sempre penso nisto: hoje estamos em determinado ponto da linha da vida, de toda a existência da humanidade, onde conseguimos enxergar o passado [veja bem, disse ‘enxergar’, mas não necessariamente ter o discernimento ‘real’ do que já passou] e imaginamos o futuro, mas é possível conjecturar todos os fatos possíveis que estão por vir?! Minha resposta: Não, a natureza humana é bela, sempre, mas nem sempre usado para o que é belo. Difícil supor o que esta por vir e por mais que direcionar seja um caminho menos complicado [pelo menos é o que parece], sempre haverá os diferentes, os excluídos, os estranhos de todo grupo social, e até mesmo num grupo de aleatórios.
Mas é fato, sempre achamos que estamos no topo até surgir mais um degrau que nos remete a uma porta e mais um mundo aparece, nem que ele seja reinventado.

Segue um vídeo que achei muito interessante quando o vi, se puder, veja-o :D
“Todos queremos ser jovens”




Ps.: o amigo em questão é o Lincoln, @lhsa_chewie. [e eu quase me esqueci de citá-lo, muy amiga eu. Hehe]
Ps.2: Não acho que ser excluído ou excluir-se é nadar contra a maré. Isto só o é se for algo que foge a capacidade de muita gente, àquilo que esta associado à natureza humana de ser sempre mais humano [mas isto é papo para outro post].



FaBeer

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Deixe-se levar

Hoje estava eu pensando em algo para escrever [e para variar, pensei em tanta coisa mas, como sempre, esqueci todas. Acho que preciso de um bloquinho de anotações].
Ai pensei no ultimamente, na vida, agora.
Deixe-se levar, adotei esta filosofia [e é claro que demora um pouquinho para acostumar, mas ‘devagar e sempre’].
Não mais me controlar [não em tudo, é claro]. Simplesmente aproveitar, tentar esquecer algumas coisas que irritam e perceber que tais coisas não permitem chegar ao máximo, elas limitam os horizontes.
Não se limite, permita-se viver, ser. Não pense, não julgue, faça. Seja, esteja, mas sempre por você, não fuja.
Afinal, estamos todos vivos, viva.


FaBeer